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Diagnósticos, Propostas e Críticas à crise econômica brasileira em 2017
D i a g n ó s t i c o 01) Foco Cambial. Propostas: Reindustrialização como sofisticação produtiva; ênfase na Produtividade Nacional ou mudança das commodities (soja, por exemplo) para produtos sofisticados de maior valor agregado para a economia interna; Medidas governamentais para estabilizar o câmbio em R$3,90 por dólar (sic !) sem deixar que deprecie e recaia à “doença holandesa”; Diminuir pela metade as tarifas aduaneiras; Baixar a Taxa de Juros e “eliminar” a SELIC para que possa existir uma só Taxa “não indexada” que impeça a queda do valor dos Títulos Fiduciários; Neutralizar a inflação inercial (como foi fito com a URV no Plano Real), desindexando o que ainda ficou indexado via Lei Constitucional que proíba a indexação… Confira em:

http://rgellery.blogspot.com/2016/12/investimento-e-saldo-em-transacoes.html?spref=fb

Crítica e Comentário: Caríssimo Prof. Bresser, observando uma série histórica de 1960-2010 das “Transferências Correntes”, notamos um déficit persistente de 2,03% em média anual. E, observando, que no mesmo período A série histórica da taxa de crescimento econômico do PIB fora de 2,83 % (também em média anual). Como esperar crescer sem a injeção da poupança externa, numa realidade persistente como esta ?
E, dado que a “política fiscal”, – afeta à política econômica do governo, que por sua vez é afeta à produção (renda), ‘Y’ e à demanda agregada, ‘DA’ – induzindo o comportamento dos agentes econômicos de forma ativa no processo de alocação dos resíduos econômicos, e estes por sua vez são os insumos para a inversão dos investimentos. E que o deslocamento dos gastos autônomos, em sentido clássico, encerra ‘novo’ ponto de equilíbrio, mantenedor do mesmo nível de apropriação per capta efetiva e, portanto, inibem, por dentro do sistema, a acoplagem auto-sustentável à economia, ainda que o financiamento pelo endividamento, incorpore à renda e ao crédito bancário – induz, portanto, o equilíbrio dos deslocamentos dos gastos autônomos (propensão a consumir das transferências autônomas do governo, ‘c¨¨TR’; investimento autônomo, ‘¨¨I’; gastos autônomos do governo, ‘¨¨G’), subtraídos da taxa nominal de juros, ‘i’, de modo que qualquer variação positiva dos investimentos são, de forma heterodoxa, drenados para compensarem a “taxa esperada de inflação”, ‘b(i – лe )’ e que a identidade básica da macroeconomia, descreve o “sale and leaseback” da renda (produto) de equilíbrio, ‘Y*’, pelo multiplicador clássico, ‘(α = (1-c)-1)’ que, impactado pela alíquota tributária, ‘t’, incidente sobre os gastos autônomos, ‘¨¨A’, (onde estão inclusas partes das transferências, que incidem tributos, ‘TA’) e, é ‘α = (1 – c (1 – t))-1 ’ , multiplicado pelos gastos autônomos, ‘(¨¨A = c¨¨TR + ¨¨I + ¨¨G)’, menos a sensibilidade juros- inflação esperada, isto é, a Identidade Básica descreve que Y*= {[(1 – c (1 – t))-1.(c¨¨TR + ¨¨I + ¨¨G)] – b(i – лe )}. (Como desenvolvemos na identidade “(6)” em http://nilsonbnunes.blogspot.com.br/…/fundamentos-de-econom…), o Senhor não pensa que nossa crise seja de crédito, ao invés de cambial ?

 D i a g n ó s t i c o  02) “(…) crises: são todas diferentes, têm características únicas de intensidade, de duração, de situação e de origem, que pode ser fiscal, mas também cambial, de choques de oferta e de algumas variantes financeiras. E podem ser resolvidas com mais de uma estratégia, que pode ser a austeridade – que está sendo adotada no Brasil e é a mais comum e demorada – ou outras combinações de políticas, que em determinadas situações apresentaram resultados surpreendentes (…). Não é o lado fiscal que está parando a economia, mas, sim, a economia em recessão que está piorando o fiscal. O País tem todos os sintomas de uma crise de crédito: inadimplência em alta, concessões caindo, juros e margens (spreads) subindo, redução de estoques e saldo total de crédito encolhendo.(…) Atualmente, mais de 4 milhões de empresas e cerca de 60 milhões de cidadãos têm anotações de atraso no Serasa – e a maioria é do setor não financeiro.(…) A saída (ver detalhadamente em www.simpi.org.br) consiste em cinco medidas: três rápidas, que dependem só do Poder Executivo; e duas estruturais. Se adotadas, farão uma grande diferença em pouco tempo.(…)”
Confira em:
http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,crescimento-ja,10000096193
Críticas e Comentário: (aguardem, ainda está sendo construída…)

D i a g n ó s t i c o  03) É a “Teoria Macroeconômica” que está andando para trás e os Economistas ortodoxos que a defendem, não querem nem ouvir as críticas de especialistas de áreas correlatas à Ciência Econômica e, muito menos, a crítica de outras correntes de Pensamento Econômico. Confira em:
 https://paulromer.net/wp-content/uploads/2016/09/WP-Trouble.pdf

Crítica e Comentário: É verdade que os fatos científicos, nesta qualidade, devam ser demonstrados. Que os macroeconomistas tradicionais abdicam da análise crítica da base de dados a priori e que é a realidade da economia atual que deve alimentá-la. Mas não podemos concordar com o argumento de que pelo fato dos macroeconomistas tradicionais não regredirem criticamente os dados que utilizam, a macroeconomia se resuma em crenças e não em ciência. Ou mais, a própria Economia seria uma pseudociência perigosa porque alimenta a tomada de decisões das autoridades, etc…
Assim, é preciso reler a crítica de PAUL ROMER a macroeconomia à luz analítica ao menos : após citar Solin e traçar um paralelo entre o que este autor escreveu sobre os físicos (cientistas) e o que ele (Romer) atribui aos macroeconomistas, continua a explanar a falta de conexão entre a realidade e a modelagem macroeconômica: “As condições para o fracasso estão presentes quando alguns pesquisadores vêm a ser respeitados por contribuições genuínas sobre o corte da modelagem matemática. A admiração se transforma em deferência para esses líderes. A determinação leva ao esforço ao longo das linhas específicas que os líderes recomendam. Como a orientação da autoridade pode alinhar os esforços de muitos pesquisadores, a conformidade com os fatos não é mais necessária como um dispositivo de coordenação. Como resultado, se os fatos desvirtuarem a visão teórica oficialmente sancionada, eles são subordinados. Eventualmente, a evidência é relevante. O progresso no campo é julgado pela pureza de suas teorias matemáticas, como determinado pelas autoridades. Uma das surpresas no relato de Smolin é sua rejeição da desculpa oferecida pelos teóricos da corda, que eles não prestam atenção aos dados porque não há nenhuma via prática Para coletar dados sobre energias na escala que a teoria das cordas considera. Ele faz um caso convincente de que havia uma abundância de fatos inexplicados que os teóricos poderiam ter abordado se quisessem (Capítulo 13). Na física como na macroeconomia, o desprezo pelos fatos deve ser entendido como uma escolha. O argumento de Solin se alinha quase perfeitamente com uma taxonomia para o esforço humano coletivo proposto por Mario Bunge (1984). Começa por distinguir campos de “pesquisa” de campos de “crença”. Em campos de pesquisa como matemática, ciência e tecnologia, a busca da verdade é o dispositivo de coordenação. Em campos de crença como religião e ação política, as autoridades coordenam os esforços dos membros do grupo. Não há nada inerentemente ruim sobre a coordenação pelas autoridades. Às vezes não há alternativa. O movimento abolicionista era um campo de crença que dependia das autoridades para tomar decisões como se seus membros deveriam tratar a encarceração de criminosos como escravidão. Alguma autoridade teve que tomar essa decisão por não haver nenhum argumento lógico, nem qualquer fato, que os membros do grupo poderiam usar independentemente para resolver esta questão. Na taxonomia de Bunge, a pseudociência é um tipo especial de campo de crenças que afirma ser ciência. É perigoso porque os campos de pesquisa são sustentados por normas que são diferentes das de um campo de crença.(…)”
Apesar do abstracionismo matemático com o mundo real, Romer se escandaliza com a desfaçatez dos cientistas indagados pela falta de dados, corroborando com o que Molin descrevera no capítulo 13: a energia não permite ser catalogada e medida sem que seja modificada pelo instrumental que a observa. Com essa perspectiva em mente, vai atribuir à modelagem macroeconômica, uma derivação sinonímia: eles (os macroeconomistas) tem baseado seus modelos em crenças. E conclui: isto quer dizer que a Economia não é uma ciência. (Esta também é a conclusão, cá entre nós, do economista do mercado financeiro, Delfim Neto, aliás, citado pelo colunista da Folha de São Paulo, Clóvis Rossi, (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/2016/12/1843628-economista-demole-suposta-teoria-ortodoxa-que-predomina-no-brasil.shtml), para justificar seu apreço pelo artigo de Romer). Este tipo de análise, talvez caiba para a análise da Contabilidade Pública no que se refere ao Orçamento Público, pois, como é sabido, apesar dos dados econômicos, contábil e financeiros que o fundamenta, a rigor e em última análise, dependerá da tomada de decisão das autoridades para que seja implementado e, talvez, por isso, alguns tratadistas o considere como uma peça de ficção. A contribuição de Romer para tirar do pedestal a macroeconomia tradicional não deve ser desconsiderada, ao contrário, como bem lembra o articulista, este tipo de ortodoxia é majoritário dentre o maienstrean e, a arrogância e desprezo pelas análise de outros especialistas, escondem uma fragilidade que não se quer deixar ver ou responder: os fins da ciência econômicas é para atender os objetivos de mercados específicos ou os fins da ciência econômica é para atender os objetivos de bem estar da coletividade ?
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